sábado, 10 de julho de 2010

Redes Sociais na Internete

os riscos da exposição

Iara e Raul Zumaêta viviam a 1 600 quilômetros de distância quando se conheceram por meio de uma comunidade do Orkut. A estudante de enfermagem Iara, de 23 anos, era de Goiânia e o bancário Raul, de 24, de Salvador. Depois de um mês de trocas intensas de mensagens pela rede, resolveram oficializar o namoro, para espanto dos pais. Durante três anos, encontraram-se pessoalmente apenas nos feriados. No ano passado, casaram-se e hoje vivem em João Pessoa. "A parte mais difícil de conhecer uma namorada on-line é que você nunca pode ter certeza de que ela é realmente como se apresenta no site", diz Raul. "Eu tive sorte."
Contatos virtuais 450
Conhece pessoalmente 20

O preço da superexposição

O preço da superexposição
A produtora cultural Liliane Ferrari, de 34 anos, é uma fanática confessa pelas redes sociais on-line. Seu perfil está em nada menos que 21 comunidades virtuais. Há dois anos, Liliane precisava contratar, em menos de uma semana, quarenta educadores para duas exposições no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Atrás de indicações, enviou um e-mail para os amigos. A mensagem se alastrou e sua vida passou a ser vasculhada em seu blog, no Facebook, no Orkut e no Twitter por candidatos às vagas. No Orkut, Liliane começou a receber 300 recados por hora. Descobriram até o número do seu celular. "A operadora de telefonia ligou perguntando o porquê de tantas ligações – tive de trocar o número", conta. O pior foi fazer as entrevistas: como sabiam tudo sobre ela, os candidatos se achavam íntimos. "Eles perguntavam da minha filha e do meu passeio de fim de semana na praia. Foi horrível", diz Liliane, que agora toma mais cuidado com suas informações na internet.
Contatos virtuais 2 800
Conhece pessoalmente 150

Objetos de Aprendizagem - 0 que são?

Leia a entrevista com Anna Christina Aun Azevedo Nascimento sobre essa importante ferramenta pedagógica que são os objetos de aprendizagem
fonte: Conexão Professor

O site Conexão Professor entrevistou Anna Christina Aun de Azevedo Nascimento. Psicóloga, formada pela Universidade de Brasília, e Mestra em Design Instrucional e Mídias Educacionais pela University of Florida (EUA), Anna atua na Secretaria de Educação a Distância do MEC, onde integra a equipe que administra o Repositório de Objetos Educacionais e o Portal do Professor. Na entrevista ela explica o que são objetos de aprendizagem, como eles devem ser utilizados pelo professor, além do trabalho que o MEC vem desenvolvendo para disseminar o uso dessas ferramentas nas escolas públicas.
Confira a íntegra da entrevista.

Conexão Professor (CP) – Como você definiria o termo objetos de aprendizagem?
Anna Christina Nascimento - Até hoje não há um consenso entre os autores sobre a definição do termo objeto de aprendizagem. Mas a maioria dos autores concorda que um objeto de aprendizagem deve apresentar as seguintes características: ser um recurso educacional digital; permitir flexibilidade de uso; e ter diferentes tamanhos (granularidade) e formatos de mídia.
CP - Como o Ministério da Educação (MEC) vem trabalhando o uso desses objetos? Eles já vêm sendo utilizados nas escolas públicas?
Anna Christina Nascimento - O MEC há oito anos fomenta a produção de objetos de aprendizagem. Inicialmente eram apenas nos formatos de animações e simulações, produzidos pelas equipes das universidades participantes do Projeto RIVED. Mais recentemente, todos os formatos estão sendo produzidos e publicados no Banco Internacional de Objetos Educacionais (http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/), que alimenta o Portal do Professor (http://portaldoprofessor.mec.gov.br/). O Portal do Professor tem uma seção chamada “Espaço da Aula”, onde vários professores do Ensino Básico têm publicado sugestões de aula utilizando os objetos de aprendizagem. Essas aulas são acessadas por vários outros professores que experimentam as estratégias sugeridas com seus alunos em sala.
CP - Como os objetos de aprendizagem ajudam no trabalho do professor em sala de aula? Quais as vantagens para o aluno?
Anna Christina Nascimento - Tudo depende da intenção inicial do professor, do objetivo dele ao selecionar um objeto de aprendizagem. O professor pode selecionar um objeto, um recurso no formato de vídeo, quando a sua intenção é ganhar a atenção dos alunos para explorar um assunto. Outro exemplo é quando o professor precisa de um recurso para ajudar os alunos na compreensão de determinados conceitos complexos, e ele pode optar por uma simulação. As animações e simulações permitem que os alunos manipulem parâmetros e observem relações de causa e efeito dos fenômenos, acelerando o tempo de aprendizagem. O uso de objetos de aprendizagem pode representar para o aluno um ganho de tempo no processo de aprendizagem, pois eles podem agir como facilitadores desse processo. Além disso, eles podem tornar as aulas mais interessantes, mais diversificadas e adaptadas às características específicas dos alunos.
CP – Como vê a qualidade dos objetos de aprendizagem disponibilizados hoje?
Anna Christina Nascimento - Atualmente já é possível numa busca na Web encontramos muita coisa boa, tanto em qualidade técnica quanto pedagógica, em termos de objetos de aprendizagem. É incrível a quantidade e variedade de bons recursos que são catalogados todos os dias no Banco Internacional de Objetos Educacionais. Mas também ainda se produz muito material visualmente atraente, só que fraco do ponto de vista educacional. Muitas vezes encontramos objetos de aprendizagem que abordam temas importantes de maneira totalmente superficial, e que nada acrescentam em aprendizagem.
CP – Esses objetos de alguma forma substituem o trabalho dos professores?
Anna Christina Nascimento - Objetos de aprendizagem, assim como quaisquer outros recursos educacionais, não garantem sozinhos a aprendizagem. Eles são meios que facilitam ao aluno atingir um objetivo de aprendizagem, e geralmente são combinados com outros recursos. O professor é um ator importantíssimo nesse processo, pois ele é que planeja a forma de uso dos objetos pelo aluno. Não adianta existir um excelente recurso se não há o professor para explorar as possibilidades de aprendizagem que o objeto de aprendizagem permite ao aluno.
CP – Os objetos de aprendizagem podem ser usados para qualquer disciplina e para qualquer idade?
Anna Christina Nascimento - Sim. Os objetos de aprendizagem podem ser usados em qualquer disciplina. Há objetos de demonstração, há os interativos, outros são exercícios práticos. Há objetos que são apenas áudios, ou apenas imagem, ou são multimídia. Um objeto de aprendizagem pode ser um recurso digital em qualquer formato de mídia, e pode abordar qualquer tema, com inúmeras estratégias pedagógicas. Nesse sentido, não há restrição quanto à disciplina ou idade. Mas na hora de selecionar o objeto, o professor deve estar atento para a adequação do recurso à faixa etária de seus alunos e objetivos de aprendizagem visados. O professor deve sempre avaliar um objeto de aprendizagem cuidadosamente antes de decidir utilizá-lo. São alguns dos itens importantes de serem verificados num recurso: se a linguagem é apropriada para o nível dos alunos; se a abordagem está de acordo com os interesses dos alunos; se as informações são corretas e atualizadas; se o conteúdo é livre de preconceitos e estereótipos; se o conteúdo requer dos alunos conhecimentos prévios; além de outros itens.
CP – Existe alguma restrição para o uso pedagógico dos objetos de aprendizagem?
Anna Christina Nascimento - A restrição que consigo ver é aquela imposta pelo objetivo educacional do professor. Por exemplo, se o objetivo de aprendizagem desejado está relacionado com a experiência real em alguma situação, então o objeto educacional não é recomendado. Por exemplo, o aluno, que pode ser nesse caso um profissional em treinamento, deverá ser testado quanto às suas reações emocionais ao lidar com uma situação de crise. Dificilmente um objeto de aprendizagem poderá substituir a situação real para provocar verdadeiras reações num indivíduo.
O que são objetos de aprendizagem?
São recursos digitais que possam ser reutilizados para dar suporte ao aprendizado, auxiliando tanto a modalidade à distância como a presencial

Por: Maurílio Gonçalves 10/07/2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Mídias na Educação

Família, escola e mídia: um campo com novas configurações
Maria da Graça Jacintho Setton
Universidade de São Paulo

Introdução
A contemporaneidade caracteriza-se por ser uma era em que a produção de bens culturais, a circularidade da informação, ocupa um papel de destaque na formação moral, psicológica e cognitiva do homem. Trata-se de uma nova ordem social regulada por um universo cultural amplo e diversificado, embora fragmentado. Convivemos em uma formação social cujo paradigma cultural mundializado constitui uma realidade inexorável.
No caso do Brasil, mais especificamente, desde os anos 1970, a sociedade vem convivendo com a realidade dos meios de comunicação de massa de maneira intensa e profunda. Pouco letrada e urbanizada, em algumas décadas, a população brasileira viu-se imersa em uma Terceira Cultura, como diria Edgar Morin  a cultura da comunicação de massa , que se alimenta e sobrevive à custa das culturas de caráter humanista  nacional, religiosa e escolar (Morin,1984).
É forçoso observar que os debates educativos, à medida que se aproximam da especificidade das transformações culturais do mundo moderno, se abrem para o caráter interdisciplinar das questões educacionais. A escola como instituição, seus currículos, professores e profissionais da educação em geral, não podem deixar de se preocupar com as peculiaridades da prática educativa contemporânea. Ou seja, a educação no mundo moderno não conta apenas com a participação da escola e da família. Outras instituições, como a mídia, despontam como parceiras de uma ação pedagógica. Para o bem ou para o mal, a cultura de massa está presente em nossas vidas, transmitindo valores e padrões de conduta, socializando muitas gerações. Em uma situação de modernidade, faz-se necessário problematizar as relações de interação, conflitivas ou harmoniosas, entre os espaços socializadores e agentes socializados.
Embora com diferentes propostas pedagógicas, é possível identificar um ponto em comum entre as instâncias distintas e heterogêneas de socialização. Tendem a "formar", buscam modelar a estrutura de pensamento dos indivíduos ao difundir uma concepção de mundo a partir de uma gama variada de formas simbólicas (Lahire,1998; Thompson,1995; Kellner, 2001).
O processo de socialização pode ser considerado então como um espaço plural de múltiplas relações sociais. Pode ser considerado como um campo estruturado pelas relações dinâmicas entre instituições e agentes sociais distintamente posicionados em função de sua visibilidade e recursos disponíveis. Portanto, o processo de socialização deve ser compreendido como um fenômeno histórico complexo e temporalmente determinado.
Embora não seja apropriado conceber um modelo único de família, de escola e/ou de mídia, é possível considerar que cada uma dessas instituições pauta-se por propósitos e princípios distintos. Ou seja, por possuírem naturezas específicas, são responsáveis pela produção e difusão de patrimônios culturais diferenciados entre si. É necessário, pois, identificar a configuração, o arranjo particular entre elas, em uma perspectiva antropológica, para se apreender experiências específicas de socialização.
Nesse sentido, este artigo visa centralizar a discussão sobre a particularidade do processo de socialização contemporâneo tendo em vista as relações de interdependência entre as instâncias educativas. Visa compreendê-las a partir de um método dinâmico e relacional a fim de evitar superestimar o poder de cada uma delas ou reificar a presença de um indivíduo passivo e pouco participativo nas interações socializadoras.
Sabemos o quanto é comum generalizações sobre os efeitos negativos das mensagens midiáticas (Kehl, 1995, 2000; Bucci, 2000, 2001;Postman, 1999). Tais leituras deixam de caracterizar a complexidade de apropriação dos conteúdos dos produtos da indústria cultural. Mais do que isso, grande parte das críticas, dando apenas ênfase à dimensão da produção midiática, esquece de considerar a variedade do universo familiar e escolar da contempora-neidade. Pouco problematizando as tensas relações entre as várias instâncias produtoras de bens e valores culturais, parte desta crítica acaba por reduzir os indivíduos a meros receptáculos de idéias ou simples consumidores de cultura. A perspectiva da homogeneidade cultural há muito deixou de ser produtiva para a discussão do fenômeno da cultura de massa (Ortiz, 1988; Barbero, 1997; Canclini, 1998). A segmentação do mercado, a diversidade de habitus e estilos de vida (Bourdieu, 1998, 1999), ou seja, a variedade de usos e apropriações das mensagens (Lahire, 1997, 1998) parece ser mais adequada para se pensar a realidade da socialização contemporânea.
A intenção é, portanto, chamar atenção para a complexidade da prática socializadora da atualidade, enfatizando a rede de tensão, a luta simbólica entre as várias instâncias educativas.

Por: Maurílio Gonçalves

Objetos de Aprendizagem

Os conceitos mais áridos das ciências exatas já podem ser trabalhados de forma mais acessível na sala de aula por meio dos objetos de aprendizagem – animações interativas criadas para servir como ferramenta pedagógica para o professor.

Partindo de exemplos práticos para despertar a curiosidade dos estudantes, os objetos de aprendizagem podem atuar como uma importante ferramenta para aprimorar o ensino interativo de temas didáticos de física e matemática.

Para tornar mais acessível o uso dessa ferramenta, a Microsoft Educação, em parceria com a Fundação Bradesco, desenvolveu o Programa Objetos de Aprendizagem – um projeto de apoio ao ensino e a aprendizagem que apresenta simulações capazes de enriquecer as aulas e facilitar a compreensão dos fenômenos e processos que normalmente seriam ensinados por meio de fórmulas e teorias escritos na lousa.


Desafios para o raciocínio

Os objetos de aprendizagem podem ser empregados pelo professor para contextualizar um tema curricular por meio de uma situação-problema e são ferramentas úteis para instigar a curiosidade dos alunos. Com essa ferramenta, o papel do professor torna-se ainda mais fundamental como protagonista do processo de ensino e aprendizagem: cabe a ele criar situações didáticas mais dinâmicas e interessantes, lançando desafios que estimulem o raciocínio dos alunos e eleger quais objetos serão utilizados, em quais contextos e com quais objetivos pedagógicos.

Observação e interação

Em sala de aula, os objetos de aprendizagem estimulam os alunos a observarem fenômenos, interagirem com a situação-problema apresentada e verificar as soluções possíveis. Experiências de escolas que incorporaram estas novas possibilidades demonstram resultados surpreendentes no processo de ensino e aprendizagem, com alunos mais motivados a aprender.

DISPONÍVEL: http://www.conteudoseducacionais.com.br/objetos_aprendizagem.asp

Por: Joelma Abreu Silva Fagundes
Em: 09/07/2010

Objetos de Aprendizagem: Contribuições para sua genealogia

A partir da década de 90, com a expansão do mercado de ensino a distância houve uma maior preocupação quanto à forma como os softwares educativos, em particular os LMSs (Sistemas para Gerenciamento do Ensino a Distância), manipulavam os conteúdos. Apesar das ferramentas existentes para o aprendizado serem condizentes com os recursos tecnológicos disponíveis, o desenvolvimento de cursos e materiais didáticos demandava custos muito altos, pelas suas próprias características de implementação, num campo metodológico ainda em fase inicial de elaboração [1].

Fazer material educativo para e-learning necessita, além de educadores, dos serviços de diversos outros profissionais para a criação de componentes multimídia, design de interfaces e programação, além da estrutura de software, hardware e suporte humano necessárias à oferta dos cursos e uma complexa compatibilidade com os equipamentos já disponíveis para acesso pelo usuário final - nem sempre condizentes com a tecnologia adotada pelo provedor. Não raro, os cursos necessitam de atualizações no curto prazo sem terem ainda gerado lucro às instituições de ensino e treinamento.

Disponível em: www.dicas-l.com.br/.../educacao_tecnologia_20070423.php -
Acessado em 9 de julho de 2010 Por TEREZINHA CORDEIRO BARBIRATO