“Não há um livro de papel de verdade para abrir, apenas uma sucessão de duas imagens controlada por um dispositivo interativo (...) na página à esquerda há a imagem de uma bela maçã vermelha em trompe d’oeil (...) a maçã encontra-se cortada na página seguinte, sendo progressivamente consumida à medida que a ‘leitura’ continua (...) A cada vez que as páginas são viradas, ouve-se claramente o som de uma mandíbula que se fecha sobre um pedaço de maçã (...). Comer a maçã surge como uma metáfora para ‘ler um livro’” (Relato de Lévy sobre Beyond Pages, de Masaki Fujihata, em Cibercultura, p. 77)
O desenvolvimento das tecnologias digitais e a profusão das redes interativas, quer queira ou não, colocam a humanidade diante de um caminho sem volta: já não somos como antes. As práticas, atitudes, modos de pensamento e valores estão, cada vez mais, sendo condicionados pelo novo espaço de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores: o ciberespaço.
Esse é ponto de partida de Pierre Lévy para estudar as implicações culturais engendradas pelas novas tecnologias de comunicação e informação. Cibercultura, lançado em 1999 no Brasil, é resultado de relatório encomendado pelo Conselho Europeu, dentro do projeto “Novas tecnologias: cooperação cultural e comunicação”.
Cibercultura? Mas, o que é isso? “Não é a cultura dos fanáticos da Internet, é uma transformação profunda da noção mesma de cultura” – apressa-se em explicar Lévy, em entrevista à @rchipress (1). Como tal, reflete a “universalidade sem totalidade”, algo novo se comparado aos tempos da oralidade primária e da escrita. É universal porque promove a interconexão generalizada, mas comporta a diversidade de sentidos, dissolvendo a totalidade. Em outras palavras: a interconexão mundial de computadores forma a grande rede, mas cada nó dela é fonte de heterogeneidade e diversidade de assuntos, abordagens e discussões, em permanente renovação.
Que não espere o leitor encontrar alentado debate sobre pedofilia, cibersexo ou estímulo ao terrorismo na Internet. Esses assuntos não ocupam mais do que poucas linhas, concentradas justamente na parte em que o autor, abordando a diversidade de pontos de vista sobre o ciberespaço, atribui à mídia o papel de alimentar o sensacionalismo às custas da Net.
Como nas obras anteriores, o professor da Universidade de Paris 8 é transparente nas idéias e se descreve como otimista. Assim, após apresentar, sucintamente, o ciberespaço sob o olhar da mídia, dos comerciantes (que o reduzem à idéia de mercado) e do Estado (voltado para o controle dos fluxos e a defesa da cultura e das indústrias nacionais), Lévy apresenta o seu ponto de vista, a favor do “bem público”, defendendo a promoção no ciberespaço de práticas de inteligência coletiva.
É preciso “explorar as potencialidades deste espaço no plano econômico, político, cultural e humano”, defende o filósofo do ciberespaço. Nessa difícil tarefa do convencimento – mais do que solução, a cibercultura é um problema a resolver, diz –, Lévy usa um dos seus melhores trunfos: escreve para não especialistas. Seu texto flui de maneira organizada, por entre conceitos como virtual, multimídia e interatividade, tabelas que sintetizam o conteúdo e depoimentos sobre a experiência pessoal de navegação no ciberespaço.
As idéias estão dispostas em três blocos. No primeiro deles, Lévy apresenta os pressupostos que orientam o estudo e os conceitos técnicos que sustentam a cibercultura, como é o caso da digitalização e das redes interativas. “Nem a salvação nem a perdição residem na técnica”, afirma, mostrando que as tecnologias não determinam, mas condicionam as mudanças à medida que criam as condições para que elas ocorram. Além disso, aborda o movimento social que deu origem ao ciberespaço – nascido do desejo de jovens ávidos por experimentar novas formas de comunicação e só depois resgatado pelos interesses da indústria -, e as grandes tendências de evolução técnicas no que se refere a interfaces e a tratamento, memória e transmissão da informações.
Uma vez preparado o terreno, o autor dedica-se, na segunda parte, às implicações culturais do desenvolvimento do ciberespaço. O retrato contempla essencialmente três temas: as artes, o saber e a cidadania. A educação é a que recebe maior atenção. Lévy descreve mutações nas formas de ensinar e aprender. O futuro papel do professor não será mais o de difusor de saberes, diz, mas o de “animador da inteligência coletiva” dos estudantes, estimulando-os a trocar seus conhecimentos.
Com o advento do ciberespaço, o compartilhamento de memória permite aumentar o potencial da inteligência coletiva. O saber, agora codificado em bases de dados acessíveis on-line, é um fluxo caótico. Daí, segundo ele, a necessidade de repensar a função da escola e dos sistemas de aprendizagem e avaliação. Nesse sentido, critica o fato de o diploma ser o único método de reconhecimento da aprendizagem e aprova a integração de sistemas de educação “presencial” e à distância. Por fim, propõe um método informatizado de gerenciamento global de competências, que inclui tanto os conhecimentos especializados e teóricos, quanto os saberes básicos e práticos.
Passada a bonança, a tempestade. Na última parte, intitulada “Problemas”, Lévy busca responder a denúncias contra o ciberespaço. Rebate a crítica da substituição, segundo a qual o real substitui o virtual; a telepresença, o deslocamento físico. Para ele, os modos de relação, conhecimento e aprendizagem da cibercultura não paralisam nem substituem os já existentes, mas antes os ampliam, transformando-nos e tornando-os mais complexos.
Quanto às denúncias, concentra seu fogo em quatro questões: a exclusão e o aumento das desigualdades, a cibercultura como sinônimo de caos, a ameaça das culturas e de diversidade de línguas (em miúdos, o domínio do inglês) e a pressuposta ruptura dos valores fundadores da modernidade européia.
No caso da exclusão, admite que as tecnologias produzem excluídos, mas aposta no aumento das conexões, com a queda de preços nos serviços, e alerta: mais do que garantir o acesso é preciso assegurar as condições de participação no ciberespaço. Às críticas quanto ao domínio da língua inglesa, responde que é uma questão de iniciativa, pois qualquer um pode colocar no ar mensagens em chinês, grego, alemão.
O autor acredita que a cibercultura seja a herdeira legítima da filosofia das Luzes e difunde valores como fraternidade, igualdade e liberdade. “A rede é antes de tudo um instrumento de comunicação entre indivíduos, um lugar virtual no qual as comunidades ajudam seus membros a aprender o que querem saber”. Diante da profusão do fluxo informacional e do caos emergente que isso venha a causar, ele acena que a rede tem a sua própria forma de controle: a opinião pública e as instituições que dela fazem parte.
Ao que parece, ao colocar as questões, Lévy pretende cutucar aqueles de quem ouve críticas. Para conhecer a Web, navegue nela; esse é o melhor meio, melhor do que muitos livros, insiste. Em nenhum momento, transparece estar dialogando com alguém diretamente, mas na entrevista à @rchipress ataca os desafetos: as críticas à cibercultura traduzem a ignorância e o desejo de manutenção de poder, “...porque há poderes e monopólios que estão ameaçados. Muitos intelectuais são diretores de coleção nas editoras, professores que animam as revistas e aí, com a rede, há todo um movimento de comunicação que escapa às redes tradicionais”.
Desde o início, o autor explicita a sua intenção de deixar de fora as questões econômicas e industriais, concentrando-se nas implicações culturais. Mas, ele próprio, não consegue se desvencilhar da teia de coalizões sociais, políticas e econômicas em que a técnica se insere e enaltece a “dialética das utopias e dos negócios”, numa referência à relação da cibercultura com a globalização econômica. Sem dúvida, questões tão complexas como essas mereceriam tratamento mais aprofundado. Segundo Lévy, o próprio ambiente, instável, dificulta a formulação de grandes respostas. De qualquer forma, ele consegue dar o seu recado: é preciso navegar neste mundo de transformações radicais.
Disponível em: http://www.uff.br/mestcii/angele2.htm. Acesso em 9 de julho de 2010
Por Terezinha Cordeiro Barbirato
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Mídias no Contexto Escolar
As escolas, de modo geral, estão buscando preparação para a utilização das mídias na educação, investindo em formação continuada de professores através de cursos presenciais e a distância. Equipando o ambiente escolar ao transformar salas de aula tradicionais em laboratórios de informática e outros ambientes, em sala da TV escola ou em laboratórios multidisciplinares de química, física, biologia e matemática. Com isso, adapta a escola para propiciar acesso e qualidade no uso das mídias em sala de aula.
Vários fatores podem está contribuindo para colaborar com a preparação dos professores no manuseio e na aplicabilidade desses recursos dentro da escola: um ambiente apropriado (sala de multimídia, biblioteca, sala de leitura, laboratórios); o investimento em cursos de formação continuada para a atualização desses profissionais no acesso à informação, ao conhecimento e ao manuseio das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação).
A acessibilidade às mídias e tecnologias permitirá o manuseio, a criatividade na utilização desse recurso, a percepção sobre a necessidade de conhecimento, de planejamento e de organização, propiciando oportunidades para a ressignificação desses recursos didáticos no processo de ensino-aprendizagem.
A aplicabilidade das TICs favorecerá o investimento no ambiente escolar, possibilitando a construção de projetos educativos que desenvolvam a autonomia dos alunos enquanto sujeitos de sua aprendizagem, bem como, favorecerá a interação entre alunos e professores na operacionalização de uma aula dinâmica e participativa, com o uso da escrita, da oralidade, do som e da imagem estática ou não. Substratos oferecidos pelas mídias que irão enriquecer o trabalho de professores e alunos no chão da escola.
O papel dos administradores nesse processo educativo é fundamental, pois como principal mediador poderá possibilitar o acesso de professores e alunos na utilização das mídias e tecnologias dentro da escola: garantir a freqüência aos cursos de atualização, através da formação continuada de professores; ou mesmo trazer esses cursos para dentro das escolas (nas formações em serviço); promover programas de integração entre a escola e a comunidade e entre a escola e o centro de formação de professores, propiciando a construção do conhecimento, a cultura de estudo e socialização de vivências pedagógicas entre os educadores, os projetos de leitura, a contextualização com a introdução do jornal, das revistas, do rádio, da tv e da internet na escola.
Democratizar o acesso à informação e ao conhecimento no contexto escolar apresenta-se como o novo desafio para a educação (para aqueles que se predispõem a lidar com a educação) e, ao mesmo tempo, é uma nova maneira de articular o aluno, o professor, a informação e o conhecimento.
Autoria: Edvânia Santos Correia. Professora graduada em Ciências Biológicas/UFAL, pós-graduanda em Mídias na Educação que atua com o Processo de Formação Continuada de Professores pelo GFM/SEMED e com o ensino de Biologia e Ciências Naturais.
DISPONÍVEL: http://www.meuartigo.brasilescola.com/educacao/as-midias-no-contexto-escolar.htm
por: Joelma Abreu Silva Fagundes
Vários fatores podem está contribuindo para colaborar com a preparação dos professores no manuseio e na aplicabilidade desses recursos dentro da escola: um ambiente apropriado (sala de multimídia, biblioteca, sala de leitura, laboratórios); o investimento em cursos de formação continuada para a atualização desses profissionais no acesso à informação, ao conhecimento e ao manuseio das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação).
A acessibilidade às mídias e tecnologias permitirá o manuseio, a criatividade na utilização desse recurso, a percepção sobre a necessidade de conhecimento, de planejamento e de organização, propiciando oportunidades para a ressignificação desses recursos didáticos no processo de ensino-aprendizagem.
A aplicabilidade das TICs favorecerá o investimento no ambiente escolar, possibilitando a construção de projetos educativos que desenvolvam a autonomia dos alunos enquanto sujeitos de sua aprendizagem, bem como, favorecerá a interação entre alunos e professores na operacionalização de uma aula dinâmica e participativa, com o uso da escrita, da oralidade, do som e da imagem estática ou não. Substratos oferecidos pelas mídias que irão enriquecer o trabalho de professores e alunos no chão da escola.
O papel dos administradores nesse processo educativo é fundamental, pois como principal mediador poderá possibilitar o acesso de professores e alunos na utilização das mídias e tecnologias dentro da escola: garantir a freqüência aos cursos de atualização, através da formação continuada de professores; ou mesmo trazer esses cursos para dentro das escolas (nas formações em serviço); promover programas de integração entre a escola e a comunidade e entre a escola e o centro de formação de professores, propiciando a construção do conhecimento, a cultura de estudo e socialização de vivências pedagógicas entre os educadores, os projetos de leitura, a contextualização com a introdução do jornal, das revistas, do rádio, da tv e da internet na escola.
Democratizar o acesso à informação e ao conhecimento no contexto escolar apresenta-se como o novo desafio para a educação (para aqueles que se predispõem a lidar com a educação) e, ao mesmo tempo, é uma nova maneira de articular o aluno, o professor, a informação e o conhecimento.
Autoria: Edvânia Santos Correia. Professora graduada em Ciências Biológicas/UFAL, pós-graduanda em Mídias na Educação que atua com o Processo de Formação Continuada de Professores pelo GFM/SEMED e com o ensino de Biologia e Ciências Naturais.
DISPONÍVEL: http://www.meuartigo.brasilescola.com/educacao/as-midias-no-contexto-escolar.htm
por: Joelma Abreu Silva Fagundes
quinta-feira, 8 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Leis e Ética no Cyberspaço
Leis e Ética no Cyberspaço - Parte 2
por Thiago Kaneto
Introdução
A criação do ciberespaço permitiu o surgimento de novas maneiras nos comunicar e interagir, para formar comunidades. Com a expansão da rede, uma série de questões sobre o controle do seu conteúdo vieram à tona.
Neste trabalho, tentarei exibir como a tentativa de controle da rede por parte de uma minoria detentora de poderes políticos e econômicos pode ter falhado na tentativa de territorializar e intervir no ciberespaço, garantindo a liberdade de expressão da grande maioria de seus usuários.
Distúrbios no Mundo Físico causados pelo Cyberspaço
Atualmente, a liberdade da rede provoca o distúrbios no mercado, atingindo desde o escritor de obras dos mais diversos ramos, até a indústria cinematográfica. Isso ocorre pois todas as tentativas de bloquear a reprodução digital têm sido em vão.
Complexos sistemas de criptografia são desenvolvidos juntamente com outros obstáculos físicos, tais como a regionalização e codificação dos DVDs?, logo são "quebrados" pela pirataria e suas comunidades.
Na realidade, o medo das empresas se fundamentam no fato de que as suas publicações virtuais concorram com a venda das suas obras no mundo físico, causando a redução do lucro total arrecadado. Por exemplo, a liberação de uma obra no cyberspaço pode fazer com que diversos usuários deixem de comprar uma revista, por não necessitar de pagar pelo acesso ao conteúdo.
Na realidade, as publicações digitais não ameaçam as publicações físicas em si. O mais correto seria dizer que elas se complementam, pois muitas vezes, uma obra se esgota na livraria e existem muitos leitores que deixam de le-la por não haver a disponibilidade da mesma em versão digital. Além disso, a facilidade de leitura de uma revista em papel é muito maior do que digitalmente e existem pessoas que fazem questão de obter físicamente uma cópia da obra.
Vantagens com a criação do Cyberspaço
São muitas as vantagens do mundo digital. Apenas a liberação dos custos de produção, distribuição e armazenamento de matéria prima para um livro ou filme já é uma grande vantagem que o cyberspaço nos proporciona sobre o mundo físico.
O mais interessante a ser destacado é a possibilidade gerada pelo cyberspaço de que um número muito maior de pessoas possa publicar trabalhos, obras, expressar suas idéias e manifestar-se em nível global.
Para o usuário, a rede passa a ser uma imensa fonte de conhecimento humano, em que qualquer um pode contribuir com seus conhecimentos para formá-la, ampliá-la e também participar de suas comunidades e fóruns, além de poder conhecer, interagir e comunicar-se com pessoas que têm os mesmos interesses, por mais específicos que estes possam ser, superando todas as barreiras geográficas, antes impossíveis de serem quebradas.
O elemento principal da discussão sobre o conteúdo que é colocado na rede pode ser resumido na máxima tudo que pode ser transformado em bits pode ser colocado na rede. E tudo que é colocado na rede passa a ser universal, público e acessível. Essa é a cultura e o verdadeiro poder da Internet.
O poder da Minoria
A Internet tem um importante papel para os movimentos sociais organizados, minorias étnicas, religiosas e políticas. Muitos grupos que não conseguem escapar da censura ou superar o silêncio dos meios de comunicação local, pois podem fazer denúncias das perseguições que sofrem, ou articular-se em grupos para organizar eficientes campanhas de alcance global.
Hoje, a Internet passou a ser não apenas um dos maiores instrumentos de comunicação entre grupos e organizações, mas também um instrumento de pressão democrática que fornece justiça, direitos humanos e um grande embaraço para os regimes ditatoriais.
Até o momento, as tentativas de estabelecer instrumentos de regulação e controle através da imposição de um sistema de soberania por território, têm falhado. Por essa razão, muitas questões relacionadas com a dificuldade de se saber a quais leis e à qual jurisdição competem, não podem ser resolvidas se não lhes for possível definir e aplicar uma base territorial. Como as fronteiras tornam-se irrelevantes para quem está conectado na rede, quase que sempre o ciberespaço tem funcionado sem obedecer às tentativas governamentais de controle.
Cabe dizer que a ausência de controles efetivos não significa falta de regulação, ao contrário, desenvolveu-se na rede uma espécie de auto-regulação, que é efetuada pela própria comunidade. Sites de conteúdo ofensivo, que atentem contra a dignidade humana ou o direito de minorias (racismo, pornografia infantil, etc.) tendem a não durar muito tempo, pois são denunciados pela própria comunidade.
O outro lado da Moeda: Falsidade e Manipulação da Informação
Se por um lado, existe a liberdade de expressão, fruto do cyberspaço, por outro, temos um fato cada vez mais presente. Tanto na televisão, que é a mídia dominante, como na Internet, podemos estar diante de informações não verídicas, ou então, manipuladas. Existe tanta informação a ser consumida em tão pouco tempo, que não se chega a perceber que algumas delas foram fornecidas corretamente.
Um exemplo de mensagens absurdas que correm na Internet são as lendas urbanas, amplamente divulgadas por mídias sensacionalistas, são distribuídos pelas listas de e-mail, causando toda uma polêmica sobre o assunto que não é verídico.
Conclusão
Atualmente, qualquer forma de controle estabelecido dentro do cyberspaço deve respeitar e preservar a sociedade que está ligada a rede mundial. A sociedade tem, cada vez mais, tomado consciência de que tem em mãos um instrumento precioso, que possibilita a obtenção de inúmeras informações e, ao mesmo tempo, possibilita manifestações globais sobre qualquer tipo de assunto. Deve-se no entanto, tomar cuidado para que a manipulação das informações por parte de minorias não seja eficaz. Tudo para que se possa enfrentar governos autoritários de forma desafiadora e garantir o bem geral para toda a nação.
Por Maurílio Gonçalves
Leis e Ética no Cyberspaço - Parte 2
por Thiago Kaneto
Introdução
A criação do ciberespaço permitiu o surgimento de novas maneiras nos comunicar e interagir, para formar comunidades. Com a expansão da rede, uma série de questões sobre o controle do seu conteúdo vieram à tona.
Neste trabalho, tentarei exibir como a tentativa de controle da rede por parte de uma minoria detentora de poderes políticos e econômicos pode ter falhado na tentativa de territorializar e intervir no ciberespaço, garantindo a liberdade de expressão da grande maioria de seus usuários.
Distúrbios no Mundo Físico causados pelo Cyberspaço
Atualmente, a liberdade da rede provoca o distúrbios no mercado, atingindo desde o escritor de obras dos mais diversos ramos, até a indústria cinematográfica. Isso ocorre pois todas as tentativas de bloquear a reprodução digital têm sido em vão.
Complexos sistemas de criptografia são desenvolvidos juntamente com outros obstáculos físicos, tais como a regionalização e codificação dos DVDs?, logo são "quebrados" pela pirataria e suas comunidades.
Na realidade, o medo das empresas se fundamentam no fato de que as suas publicações virtuais concorram com a venda das suas obras no mundo físico, causando a redução do lucro total arrecadado. Por exemplo, a liberação de uma obra no cyberspaço pode fazer com que diversos usuários deixem de comprar uma revista, por não necessitar de pagar pelo acesso ao conteúdo.
Na realidade, as publicações digitais não ameaçam as publicações físicas em si. O mais correto seria dizer que elas se complementam, pois muitas vezes, uma obra se esgota na livraria e existem muitos leitores que deixam de le-la por não haver a disponibilidade da mesma em versão digital. Além disso, a facilidade de leitura de uma revista em papel é muito maior do que digitalmente e existem pessoas que fazem questão de obter físicamente uma cópia da obra.
Vantagens com a criação do Cyberspaço
São muitas as vantagens do mundo digital. Apenas a liberação dos custos de produção, distribuição e armazenamento de matéria prima para um livro ou filme já é uma grande vantagem que o cyberspaço nos proporciona sobre o mundo físico.
O mais interessante a ser destacado é a possibilidade gerada pelo cyberspaço de que um número muito maior de pessoas possa publicar trabalhos, obras, expressar suas idéias e manifestar-se em nível global.
Para o usuário, a rede passa a ser uma imensa fonte de conhecimento humano, em que qualquer um pode contribuir com seus conhecimentos para formá-la, ampliá-la e também participar de suas comunidades e fóruns, além de poder conhecer, interagir e comunicar-se com pessoas que têm os mesmos interesses, por mais específicos que estes possam ser, superando todas as barreiras geográficas, antes impossíveis de serem quebradas.
O elemento principal da discussão sobre o conteúdo que é colocado na rede pode ser resumido na máxima tudo que pode ser transformado em bits pode ser colocado na rede. E tudo que é colocado na rede passa a ser universal, público e acessível. Essa é a cultura e o verdadeiro poder da Internet.
O poder da Minoria
A Internet tem um importante papel para os movimentos sociais organizados, minorias étnicas, religiosas e políticas. Muitos grupos que não conseguem escapar da censura ou superar o silêncio dos meios de comunicação local, pois podem fazer denúncias das perseguições que sofrem, ou articular-se em grupos para organizar eficientes campanhas de alcance global.
Hoje, a Internet passou a ser não apenas um dos maiores instrumentos de comunicação entre grupos e organizações, mas também um instrumento de pressão democrática que fornece justiça, direitos humanos e um grande embaraço para os regimes ditatoriais.
Até o momento, as tentativas de estabelecer instrumentos de regulação e controle através da imposição de um sistema de soberania por território, têm falhado. Por essa razão, muitas questões relacionadas com a dificuldade de se saber a quais leis e à qual jurisdição competem, não podem ser resolvidas se não lhes for possível definir e aplicar uma base territorial. Como as fronteiras tornam-se irrelevantes para quem está conectado na rede, quase que sempre o ciberespaço tem funcionado sem obedecer às tentativas governamentais de controle.
Cabe dizer que a ausência de controles efetivos não significa falta de regulação, ao contrário, desenvolveu-se na rede uma espécie de auto-regulação, que é efetuada pela própria comunidade. Sites de conteúdo ofensivo, que atentem contra a dignidade humana ou o direito de minorias (racismo, pornografia infantil, etc.) tendem a não durar muito tempo, pois são denunciados pela própria comunidade.
O outro lado da Moeda: Falsidade e Manipulação da Informação
Se por um lado, existe a liberdade de expressão, fruto do cyberspaço, por outro, temos um fato cada vez mais presente. Tanto na televisão, que é a mídia dominante, como na Internet, podemos estar diante de informações não verídicas, ou então, manipuladas. Existe tanta informação a ser consumida em tão pouco tempo, que não se chega a perceber que algumas delas foram fornecidas corretamente.
Um exemplo de mensagens absurdas que correm na Internet são as lendas urbanas, amplamente divulgadas por mídias sensacionalistas, são distribuídos pelas listas de e-mail, causando toda uma polêmica sobre o assunto que não é verídico.
Conclusão
Atualmente, qualquer forma de controle estabelecido dentro do cyberspaço deve respeitar e preservar a sociedade que está ligada a rede mundial. A sociedade tem, cada vez mais, tomado consciência de que tem em mãos um instrumento precioso, que possibilita a obtenção de inúmeras informações e, ao mesmo tempo, possibilita manifestações globais sobre qualquer tipo de assunto. Deve-se no entanto, tomar cuidado para que a manipulação das informações por parte de minorias não seja eficaz. Tudo para que se possa enfrentar governos autoritários de forma desafiadora e garantir o bem geral para toda a nação.
Por Maurílio Gonçalves
Redes sociais se mobilizam pelo Chile
Thays Prado 5 de março de 2010
(conteúdo pesquisado em: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/redes-sociais-se-mobilizam-pelo-chile/)
A internet e as redes sociais têm sido ferramentas importantes para ajudar pessoas e países que passam por situações complicadas como censuras políticas ou catástrofes naturais. Com os chilenos atingidos pelo terremoto do último dia 27 – um dos piores da história da Humanidade – não foi diferente.
Entre as iniciativas na web, o Terremoto Chile – criado por dois mexicanos três horas depois do ocorrido – agrega informações importantes, como os contatos das instituições a que recorrer. Pelo Google Maps, indica pontos de doação de sangue e mostra as atuais condições dos locais atingidos pela tragédia, dizendo inclusive se há estabelecimentos comerciais em funcionamento. Ali também é possível rastrear pessoas desaparecidas e acompanhar todos os tweets que saem sobre o assunto. O site, que recebe cerca de 80 mil visitas por dia, também redireciona aqueles que querem ajudar para o Ayudando.com.
No Facebook e no Twitter, o movimento Carpa de Ayuda (do espanhol, Barraca de Ajuda), idealizado por dois chilenos, mobilizou mais de 350 voluntários desde domingo a levarem alimentos, água e artigos de higiene até a praça do Metrô Salvador, em Santiago. Foram arrecadadas cerca de 7 toneladas até ontem, quando o movimento se encerrou, para não concorrer com o evento Chile ayuda a Chile, que acontece nesta sexta-feira à noite e conta com a presença de celebridades para arrecadar 15 bilhões de pesos (o mesmo que 52.219.500 reais).
Os designers também resolveram colaborar com as vítimas do terremoto. A campanha Design for Chile está incentivado designers de todo o mundo a enviar peças gráficas com elementos de esperança, que serão vendidas pelo site. O dinheiro será doado para a Cruz Vermelha chilena.
E você, já utilizou as redes sociais para alguma mobilização? Contaí!
Por Maurílio Gonçalves
(conteúdo pesquisado em: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/redes-sociais-se-mobilizam-pelo-chile/)
A internet e as redes sociais têm sido ferramentas importantes para ajudar pessoas e países que passam por situações complicadas como censuras políticas ou catástrofes naturais. Com os chilenos atingidos pelo terremoto do último dia 27 – um dos piores da história da Humanidade – não foi diferente.
Entre as iniciativas na web, o Terremoto Chile – criado por dois mexicanos três horas depois do ocorrido – agrega informações importantes, como os contatos das instituições a que recorrer. Pelo Google Maps, indica pontos de doação de sangue e mostra as atuais condições dos locais atingidos pela tragédia, dizendo inclusive se há estabelecimentos comerciais em funcionamento. Ali também é possível rastrear pessoas desaparecidas e acompanhar todos os tweets que saem sobre o assunto. O site, que recebe cerca de 80 mil visitas por dia, também redireciona aqueles que querem ajudar para o Ayudando.com.
No Facebook e no Twitter, o movimento Carpa de Ayuda (do espanhol, Barraca de Ajuda), idealizado por dois chilenos, mobilizou mais de 350 voluntários desde domingo a levarem alimentos, água e artigos de higiene até a praça do Metrô Salvador, em Santiago. Foram arrecadadas cerca de 7 toneladas até ontem, quando o movimento se encerrou, para não concorrer com o evento Chile ayuda a Chile, que acontece nesta sexta-feira à noite e conta com a presença de celebridades para arrecadar 15 bilhões de pesos (o mesmo que 52.219.500 reais).
Os designers também resolveram colaborar com as vítimas do terremoto. A campanha Design for Chile está incentivado designers de todo o mundo a enviar peças gráficas com elementos de esperança, que serão vendidas pelo site. O dinheiro será doado para a Cruz Vermelha chilena.
E você, já utilizou as redes sociais para alguma mobilização? Contaí!
Por Maurílio Gonçalves
sábado, 3 de julho de 2010
Redes Sociais e sua importância em SEO
Ao falar sobre as Redes Sociais da Web, seus papéis na divulgação de conteúdo e como estas influenciam na aquisição de links externos, no aumento de visitas ao seu site e no posicionamento do seu site nos buscadores.
Entende-se por Rede Social como “uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres humanos entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos.” (Definição: Wikipédia).
Atualmente na web, as redes sociais estão presentes em sites de relacionamento online, e muitas vezes é possível se construir uma rede de contatos dentro de sites de social media. Os exemplos mais populares de redes sociais são o orkut, facebook, e myspace.
E como isso proporciona o favorecimento em SEO? Assim como qualquer meio de divulgação online, no qual se incluem várias técnicas de link building (cadastro em diretórios, press releases, submissão em sites de social bookmarking, article submissions, feeds), as redes sociais possibilitam espalhar links externos pela Web.
A grande diferença no uso de redes sociais é, além de espalhar links externos, poder fazer com que esses links externos sejam acessados por o máximo de pessoas possíveis. Isso se consegue criando uma forte rede de contatos de possíveis pessoas que gostariam de apreciar seu conteúdo.
Para isso busque sempre compartilhar links com pessoas que tenham interesse no seu conteúdo, submeta seus links em comunidades ou categorias relacionadas ao tema de sua submissão, e aos poucos torne-se alguém “importante” dentro da rede social da qual você atua. E mais um ponto importante: não use de técnicas desonestas como spam para se promover em uma rede social. As conseqüências podem ser ruins, podendo resultar em punições, para você e para o site ou blog de onde você está postando a notícia.
Aos poucos o bom uso das Redes Sociais irá trazer boas conseqüências, como confiabilidade e vantagens em SEO para seu site.
http://www.brasilseo.com.br/social-media-marketing/redes-sociais-e-sua-importancia-em-seo
Postado por: Joelma Abreu Silva Fagundes
Entende-se por Rede Social como “uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres humanos entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos.” (Definição: Wikipédia).
Atualmente na web, as redes sociais estão presentes em sites de relacionamento online, e muitas vezes é possível se construir uma rede de contatos dentro de sites de social media. Os exemplos mais populares de redes sociais são o orkut, facebook, e myspace.
E como isso proporciona o favorecimento em SEO? Assim como qualquer meio de divulgação online, no qual se incluem várias técnicas de link building (cadastro em diretórios, press releases, submissão em sites de social bookmarking, article submissions, feeds), as redes sociais possibilitam espalhar links externos pela Web.
A grande diferença no uso de redes sociais é, além de espalhar links externos, poder fazer com que esses links externos sejam acessados por o máximo de pessoas possíveis. Isso se consegue criando uma forte rede de contatos de possíveis pessoas que gostariam de apreciar seu conteúdo.
Para isso busque sempre compartilhar links com pessoas que tenham interesse no seu conteúdo, submeta seus links em comunidades ou categorias relacionadas ao tema de sua submissão, e aos poucos torne-se alguém “importante” dentro da rede social da qual você atua. E mais um ponto importante: não use de técnicas desonestas como spam para se promover em uma rede social. As conseqüências podem ser ruins, podendo resultar em punições, para você e para o site ou blog de onde você está postando a notícia.
Aos poucos o bom uso das Redes Sociais irá trazer boas conseqüências, como confiabilidade e vantagens em SEO para seu site.
http://www.brasilseo.com.br/social-media-marketing/redes-sociais-e-sua-importancia-em-seo
Postado por: Joelma Abreu Silva Fagundes
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